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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010 / 16:56 hs
Notícia - Como explicar o groove e a sonoridade encontrada por franceses e suecos no novo século???

Como explicar o groove e a sonoridade encontrada por franceses e suecos no novo século???



A história começa na América, mais precisamente na cidade de Chicago,
no final dos anos 70. Festas nos armazéns (warehouses, em inglês)
pilotadas por nomes que virariam papas do gênero – Frankie Knuckles e Tony Humphries – deram origem ao mais cultuado dos ritmos nas últimas décadas. A House Music nascia com um “desenho” tecnológico: beat 4 por 4, linhas de baixo também eletrônicas, alguns samples,
ainda instrumentos acústicos (como pianos e arranjos de cordas) e muitos vocais – divas soltando a voz!

O que? Tudo isto você já sabe? Ok, mas o capítulo seguinte, quando a House vira Acid, em pleno verão de Ibiza em 1987, e desembarca em Londres, Inglaterra, para ganhar a marca registrada do “smiley”, você já nem mais lembrava... Certo, essa fase de Tim Simenon (e seu projeto
Bom The Bass), M/A/R/R/S (e o incrível “Pum Up The Volume”), DJ Pierre e Yazz, você conhece bem, e sabe que TB 303 da Roland era o seqüenciador que sintetizava todo tipo de som criado para as pistas.

Na década de 90 então,House se disseminaram com inúmeras terminologias: Ítalo-House, Deep House, Soulful House, Tech House, Disco House... E a sustentação do ritmo no mercado, estendeu a coexistência de novos gêneros que podem (ou não) ter sido gerados no underground: Techno, Trance, Psy, Drum & Bass e por aí vai. E mais recentemente, duas ‘linhagens’ fazem a cabeça dos housemaniacs: o Progressive e o Electro House.

Mas a essência desse gênero (criado há quase 30 anos!) se tornou guia para produtores da música eletrônica por gerações e gerações. Nos “anos 2000”, uma nova (e JOVEM!) safra de produtores tem dado um tempero com ‘punch’ diferenciado a House Music: são os europeus que “ditam” as regras. Dois países em especial estão nesse frontline – França e Suécia.

Pra explicar como isso vem acontecendo, entrevistamos um produtor (JOVEM!) da cena brasileira. Tikos Groove pesquisa e devora manuais de softwares para produção em programas como o Logic, Cubase... Suas produções já foram reconhecidas e lançadas no mercado internacional. Robbie Rivera, da Juicy Music, o fez assinar contrato e “Everybody Movin´” e “World Of Your Dreams” saíram em singles (12 polegadas) na Europa e Estados Unidos. Em agosto, saiu o remix Midnigtht Society feat. Corbo & Mirage “That’s It” (Tiko’s Groove Mix) pela gravadora de Roger Sanchez - Stealth Records. Sem pretensão, ele faz uma linha do tempo, registrando um pouco do que a “máfia” desses dois países tem feito pela cena nos últimos anos...

Como a França e Suécia ganharam destaque nesse cenário?
• Tikos - Um dos responsáveis pela máfia do House na França e sua nova geração de DJs Produtores é Joachim Garraud. Desde 1998 ele vem ultilizando groove e filtros com referências de Thomas Bangalter
(dono do label Roulé, que em 95 juntamente com Guy-Manuel Homem-
Christo, fundou o Daft Punk). É o que chamaram de French Electronic Musician...

Joachim começou a produzir pra valer mesmo no ano de 2000, quando criou os labels Gum Rec (com David Guetta) e Wake Up Music & Scream Record, onde produz e lança remixes para DJs e novos artistas como DJ Freddy, Chris Pi, Raffen, Franck C. Seu grande hit em 2003 foi lançado
no álbum de David Guetta – “Just A Little More Love” com 200.000 cópias vendidas na França. Surpreendente para um jovem!

Outro super hit de Joachim é o remix para “Love, Don’t Let Me Go”, Nº 1 nos Charts dos Clubs na Europa durante 12 semanas e 500 mil cópias vendidas. Ele ainda tem uma noite especial chamada - “Space Invader” que, na última celebração, foi fechadíssima para umas 100 pessoas; no line-up nada menos que Joachim Garraud, David Guetta, Bob Sinclar, Cerrone(!), Didier Sinclar, Mottonheads, Antoine Clamaran, a então chamada máfia do House Francês!

E a Suécia, o que ela trouxe para cena?
• Tikos - Steve Angello é cabeça dessa outra “máfia”... Proprietário do label Size Records, desde 2003 tem parceria com outros grandes artistas como Eric Prydz, Sebastian Ingrosso, Laidback Luke,
Axwell. Ele praticamente começou com a onda Electro House - impossível que você nunca o tenha escutado. É um dos favoritos nas pistas de dança, com um som diferente, textura incrível, soa muito bem na Música Eletrônica atual. Steve Angello com certeza criou uma fórmula e é referência no mercado de produções.

Fez remixes para Dave Armstrong, Lee Cabrera, o master Stonebridge, e o destaque principal foi ter sido convidado para realizar o “Sessions” mixado do selo Ministry Of Sound. Para a MixMag realizou o Stadium Electro e esteve aqui no Skol Beats do ano passado. Em 2007 esteve
presente no Chemical Music Festival no RJ (produzido pelos cariocas da Directa em parceria com o grupo No Limits). Sua participação no Essential Mix da Radio 1 da BBC Londres UK, no final de Julho (comandado por Pete Tong) foi histórica...



Fonte: Revista DJ Sound em 10/10/2007


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