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Segunda-feira, 06 de Setembro de 2010 / 07:18 hs
Notícia - TIM Festival 2007

TIM Festival 2007



á está tudo pronto para a 5ª edição do TIM Festival que, no Rio de Janeiro, rola na próxima sexta, 26 de outubro e sábado, 27 em novo formato. O evento agita ainda as cidades de São Paulo, Vitória e Curitiba contando com um total de 26 atrações internacionais e 13 nacionais.

Desta vez a programação é temática e deixam de existir os nomes dos palcos TIM Club, TIM Lab e TIM Stage. São ao todo 12 temas: ´Jazz US`, dedicado ao jazz americano; ´Euro Jazz`, com talentos do jazz europeu; ´TIM Volta`, reunindo a cantora Björk e o grupo Antony and The Johnsons; ´Novo Rock US`, com duas estrelas ascendentes do gênero; ´Novas Divas`, apresentando as cantoras que vêm chamando a atenção do público aqui e no exterior; ´Novo Rock UK`, com as revelações do rock britânico; ´TIM Cool`, formado por atrações que usam recursos eletrônicos para fazer música; ´Novo Rock BR`, apresentando talentos fora do eixo Rio-São Paulo; ´Funk Mundial`, uma homenagem aos responsáveis pela explosão do ritmo carioca no mundo; e, nos eletrônicos, ´TIM Disco House`, ´TIM Mash Up` e ´TIM na Pista`.

Os shows acontecem em três tendas, com capacidade para mil, duas mil e quatro mil pessoas, e no TIM Village, área de convivência do festival. A distribuição foi feita de acordo com a procura de ingressos pelo público. Assim, ´TIM Volta`, ´Novo Rock UK`, ´Novo Rock US` e ´Funk Mundial` serão realizados no maior palco. O segundo, para duas mil pessoas, receberá os shows ´Novas Divas, ´TIM Cool` e ´TIM Mash Up`. Já ´Jazz US`, ´Euro Jazz` e ´TIM Disco House` ocupam o palco com capacidade para mil pessoas. O TIM Village abrigará os shows ´Novo Rock BR`, na sexta, e ´TIM na Pista`, no sábado.

Outra novidade acontece no encerramento da segunda noite carioca: para celebrar os cinco anos do TIM Festival, os quatro espaços se transformarão em pistas de dança simultâneas comandadas pelos artistas do ´Funk Mundial`, ´TIM Disco House`, ´TIM Mash Up` e ´TIM na Pista`. Quem adquirir ingressos nesta noite para qualquer um dos shows ou para o TIM Village poderá circular livremente pelos espaços do TIM Festa.

Conheça um pouco mais de cada artista:

Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo
Das passarelas para as pick-ups. Johnny Luxo e Alexandre Herchcovitch são ícones da moda brasileira. Como DJs, vêm se apresentando desde 2003. O que no início era apenas brincadeira rapidamente evoluiu para o profissional e hoje a dupla se apresenta não só por todo o Brasil, mas também no exterior. Luxo trabalha profissionalmente como DJ desde 1999 e atualmente é residente no clube A Lôca. Ele também comanda com Herchcovitch, no clube Glória, a famosa noite quinzenal ´Alelux`, uma das mais agitadas e faladas da cidade. O som da dupla começou com house music no início dos anos 90, passando pelo pop e eletro. Els acham que o importante é se divertir e brincar com o imaginário das pessoas, ao conduzi-las musicalmente pelas possibilidades da noite.

Antony and The Johnsons
Antony and The Johnsons é o nome da banda criada em Nova Iorque pelo cantor e pianista inglês Antony Hegarty. A sua formação pouco convencional mistura o trio guitarra-baixo-bateria com cello, violino e sopros, além do piano de Antony, cuja voz já foi comparada às de Aaron Neville e Nina Simone. Em 2005, Antony ganhou o prestigioso Mercury Music Prize de melhor álbum do ano, com I Am a Bird Now, batendo concorrentes de peso como Coldplay e Kaiser Chiefs. Uma das grandes admiradoras da banda é a islandesa Björk, que convidou-a, inclusive, para cantar em duas faixas (Dull Flame of Desire e My Juvenile) de seu novo álbum, Volta, lançado este ano.

Arctic Monkeys
A banda do norte da Inglaterra surgiu em 2002. Sua fama se deu graças a divulgação viral na Internet, através do compartilhamento de arquivos de música entre fãs. Após formar uma extensa rede de admiradores online (incluindo vários críticos de música ingleses importantes), Alex Turner (vocal e guitarra), Jamie Cook (guitarra), Matt Helders (bateria e backing vocal) e Nick O’Malley (baixo), lançaram seu primeiro disco, ´Whatever People Say I Am, That´s What I´m Not`, em janeiro de 2006. O trabalho virou recorde como o álbum de estréia mais rapidamente vendido na história música britânica. Foram 120 mil cópias somente no primeiro dia de vendas no Reino Unido – mais do que a soma dos ‘Top 20’ do país naquela data. A semana fechou com o impressionante número de 360 mil exemplares. O segundo CD dos caras de Sheffield, ´Favourite Worst Nightmare`, chegou às lojas em abril deste ano, também com a expressiva marca de 225 mil cópias vendidas apenas na semana de estréia. Com resultados tão surpreendentes, os Arctic Monkeys apresentaram ao mundo uma nova possibilidade de lançar trabalhos, inovando com relação às tradicionais fórmulas do mercado fonográfico.

Björk
Nascida em novembro de 1965 na cidade de Reykjavík, capital da Islândia, Björk Guðmundsdóttir foi a primeira artista pop a vencer as barreiras geladas de sua terra natal e alcançar projeção internacional. Isso aconteceu a partir de 1986, com a banda The Sugarcubes, na qual ela depurava a mistura de rock, punk e jazz praticada em bandas anteriores e consolidava o estilo vocal que viria a ser sua marca registrada. Com o fim do Sugarcubes, em 1992, Björk mudou-se para Londres e se lançou em uma bem-sucedida carreira solo marcada pela experimentação. Cantora, compositora e atriz ocasional, ela mistura influências que vão do pop ao folk, do eletrônico ao clássico, do jazz ao rock alternativo. Em sua terceira visita ao Brasil (as anteriores foram em 1996, no Free Jazz, e em 1998, no Close-Up Planet), Björk mostrará as músicas inéditas de seu sexto disco solo, ´Volta` - cujo nome batiza a turnê iniciada em abril passado –, além de canções de trabalhos anteriores.

Cat Power
A aura que cerca a cantora Chan Marshall, mais conhecida como Cat Power, vem tanto da sua música personalísisima quanto de um certo ar de mistério a respeito de sua vida pessoal. Depois de lançar seu terceiro CD, em 96 – o primeiro pela Matador Records, sua atual gravadora –, ela desapareceu do cenário musical para trabalhar como babá na pequena cidade de Portland. Depois, mudou-se para um sítio na Carolina do Sul em companhia do namorado. A idéia era abandonar definitivamente a música, mas uma noite de insônia provocada por um pesadelo a inspirou a escrever diversas novas canções. O material deu origem ao álbum ´Moon Pix`, responsável por seu reconhecimento na cena indie rock. Bela e sofisticada, Cat Power, hoje com 35 anos, foi escolhida em 2006 pelo estilista Karl Lagerfeld como o rosto da campanha de jóias da Maison Chanel.

Cibelle
A paulistana Cibelle Cavalli se inclui na seleta safra de cantoras nacionais que já alcançaram reconhecimento no exterior mas cujo nome ainda é pouco familiar aos ouvidos brasileiros. Morando em Londres desde 2002, a bela cantora e compositora é também multi-instrumentista, característica que se faz notar em seus discos e apresentações. Seu CD de estréia, de 2003, batizado apenas com o próprio nome, foi elogiado pelo jornal britânico ´The Independent` como ´simultaneamente sem igual na Terra e a tudo o que você já ouviu antes`. A música de Cibelle é reflexo de suas influências, que vão de Jackson do Pandeiro a Nina Simone, de Tom Jobim a Björk.

cirKus
A banda cirKus marcou a volta ao showbiz, da cantora Neneh Cherry, voluntariamente afastada dos refletores depois de lançar seu último CD, em 1996. Desde então, ela fez apenas algumas participações em discos alheios e apresentações esporádicas ao vivo. O responsável por esse retorno foi seu marido, o produtor inglês Cameron McVey, que sob o codinome de Burt Ford fundou a cirKus junto com o produtor e guitarrista Matt Kent. Conhecido como DJ Karmil, Kent trouxe para a formação sua namorada, Lolita Moon. Dispostos a investir seriamente na carreira, os quatro mudaram-se de Londres para a Suécia, terra natal de Cherry, e se estabeleceram em uma antiga fábrica em Estocolmo, onde instalaram o estúdio de onde sai a mistura de folk, hip-hop e pop que encantou os críticos.

Daniel Haaksman
O DJ alemão Daniel Haaksman é um dos principais divulgadores do funk carioca pelo mundo afora. Aos 39 anos, o berlinense, que também é jornalista e produtor, é conhecido não só por misturar em seu trabalho diversas vertentes da música eletrônica (como eletro, house, broken beats, rock, hip hop e dancehall), mas especialmente por sua admiração pelo ritmo carioca, batizado no exterior como ´baile funk`.

Del Rey
Nenhuma parceria musical brasileira tornou-se tão notória quanto a de Roberto e Erasmo Carlos. Para celebrar essa grande dupla de compositores, fazendo releituras arrojadas dos clássicos criados por eles durante a Jovem Guarda, dois expoentes da nova música pernambucana se uniram e formaram a banda Del Rey. Com ela, China (ex-Sheik Tosado) e alguns integrantes da Mombojó agora reinventam o iê-iê-iê.

Diogo Reis & Eduardo Christoph (MOO)
Em 2004, os amigos Bruno Guinle, Diogo Reis e Eduardo Christoph, unidos por interesses comuns como música, arte e design, se organizaram para fazer uma festa. Esse foi o início despretensioso de uma das festas que, após dois anos e meio de eventos bem sucedidos, se consagra como uma das mais conceituadas do país: a MOO. Suas marcas são o ineditismo e o frescor na música e nas atrações, a importância do design como potencializador do evento e a atenção especial dada ao seu público. Em três temporadas e 33 edições, a MOO trouxe 34 atrações internacionais, 16 apresentações ao vivo (live PAs) e atraiu um público total de aproximadamente 16.000 pessoas. No TIM Festival, Diogo e Eduardo apresentarão um set back-to-back (em que os dois se revezam), mostrando uma seleção do melhor desses quase três anos de festa MOO.

Diplo
Nascido no Mississipi, o DJ Diplo passou a infância na Flórida ao som do rap produzido no Sul dos Estados Unidos. Ao ouvir o funk carioca pela primeira vez, o DJ fez questão de conhecer de perto o Rio de Janeiro e desembarcou no Brasil há cinco anos, onde escreveu matéria para a revista Fader, despertando enorme curiosidade na imprensa mundial para o nosso pancadão/tamborzão. Diplo é apaixonado também pelo hip hop old school/electro, e suas influências em estilos atuais como o kuduro angolano, o som de Baltimore ou o hyphy de San Francisco.

DJ Marlboro
Na história do funk carioca, Fernando Luis Mattos da Matta, o DJ Marlboro, é protagonista. Com nada menos que 27 anos de carreira (começou tocando em festinhas e só depois se profissionalizou), destacou-se no movimento funk carioca em 1989, quando abocanhou o primeiro lugar do Campeonato Brasileiro de DJs. Nesse mesmo ano, Marlboro representou o Brasil em Londres, onde foi reconhecido como um dos dez melhores DJs do mundo. De lá para cá, só acumulou vitórias. Atualmente ele comanda inúmeros bailes pelo Rio e apresenta o programa ´Big Mix` na rádio FM O Dia, além de assinar uma coluna semanal para os jornais O Dia e Meia Hora. Marlboro também se dedica a lançar CDs de grandes nomes do funk por sua gravadora, a Link Records.

DJ Sandrinho
DJ Sandrinho, ou Sandro dos Santos Lourenço, nasceu na favela do Borel, no Rio de Janeiro. Ele começou a sua carreira musical aos 12 anos, seguindo os passos do irmão mais velho, o DJ Sapo Pemba. Sandrinho tocava regularmente nas estações de rádio das comunidades Borel e Prazeres e em 1999 foi selecionado entre 50 participantes de um concurso para ser DJ residente dos bailes da Furacão 2000. A partir daí começou a tocar três vezes por semana em diferentes clubes e favelas do Rio e lançou novas produções em rádio. Em 2000, Sandrinho se tornou o DJ oficial de Mr Catra (famoso MC de Funk) e o acompanhou durante quatro anos em turnês por todo Brasil, por vezes tocando em mais de 30 festas na mesma semana. DJ Sandrinho toca pela primeira vez no TIM Festival depois de encerrar sua terceira turnê européia, quando passou pela Suíça, Alemanha, Áustria, França e Reino Unido.

Feist
Feist surgiu na cena musical canadense em 91, com apenas 15 anos, como a vocalista de uma banda de punk rock criada por ela. Após cinco anos de turnês, um problema na voz a obrigou a se afastar temporariamente da música. Depois de se mudar para Toronto, em 98, aprendeu a tocar guitarra e no ano seguinte virou guitarrista do grupo By Divine Right. Seu primeiro disco solo, ‘Monarch (Lay Your Jewelled Head Down)’ saiu nesta época, mas sem grandes repercussões.

Girl Talk
Girl Talk é o projeto solo criado pelo produtor norte-americano Gregg Gillis há cinco anos, quando ainda estudava na Case Western Reserve University. Munido de um laptop, Gregg, que não canta nem toca nenhum instrumento musical convencional, dá forma à sua produção musical sui generis através da fragmentação de trechos musicais de artistas do chamado mainstream, em que utiliza a tecnologia conhecida como DSP (Digital Signal Processing). A partir daí, realiza uma série de remixes das diversas bases sampleadas, dando origem a um resultado sonoro inteiramente novo. O estilo foi batizado de mash-up.

Guab
Guab é o pseudônimo de Gustavo Abreu, paulistano nascido em 1976 e responsável por algumas das discotecagens mais divertidas e cultuadas da noite de São Paulo. No comando da noite ´.mixtape.`, que há três anos agita os sábados do Milo Garage, Guab acabou conhecido por seu som eclético, que mistura rock, sons eletrônicos e uma seleção especial de música brasileira. Além de DJ, Guab é também músico, produtor e jornalista. O multi-talentoso artista já lançou dois discos de mixagens: rockmixtape 1 e 2. E mais um álbum de remixes, colaborações e apropriações: ´guab versus´, em 2006, pelo selo Open Field/Peligro. Guab também é residente do Clash Club desde 2007 e toca na banda Labo, do selo Reco Head.

Count of Monte Cristal
Joshua (Hervé) Harvey é um produtor de 27 anos natural de Essex, na Inglaterra, cujo envolvimento com a música começou aos 9 anos, quando fez a sua primeira aula de bateria. Influenciado por rock, rave, baile funk e UK garage, entre outros estilos, é um dos produtores mais interessantes da cena dance atual. Dono do selo Tomorrow Recors, Joshua já teve a sua própria banda, mas abandonou tudo para fazer música eletrônica no estúdio que montou. Prolífico, ele adota diferentes pseudônimos para cada projeto. Já fez remixes para Chemical Brothers, New Young Pony Club e muitos outros. Para suas apresentações com o parceiro Sinden, ele se auto-denomina Count of Monte Cristal. No momento, a dupla trabalha na produção de seu próprio disco.


Sinden
Sinden é DJ e produtor. Ultimamente, blogs e lojas especializadas têm sido inundados por seus remixes. Desde 2005 ele remixou canções de Basement Jaxx, Mary J Blige, Lady Sovereing, Plan B, Edu K, Bonde do Rolê e Hervé, entre outros. Admirador e incentivador do funk carioca, Sinden é DJ residente de um dos clubes mais badalados da Europa, o Fabric, no Reino Unido. Ele também comanda um programa semanal na estação de rádio Kiss FM todas as quartas-feiras à noite, onde toca funk carioca, Baltimore club, kuduru, juke house, southern hip hop, dancehall, house/electro e muito mais. Um pouco de tudo isso é o que ele promete mostrar no TIM Festival 2007.

Hot Chip
O quinteto londrino Hot Chip ganhou fama nos dois últimos anos com o estouro do hit ´Over and over` nas pistas de dança mundo afora. A sonoridade do grupo mescla rock e música eletrônica. No ano passado, eles assinaram contrato com a EMI para lançar o álbum ´Colours`. Desde então, passaram a receber convites para fazer remixes de artistas como Amp Fidler, Jamie Lidell, os brasileiros do Cansei de Ser Sexy (CSS) e M.A.N.D.Y. Recentemente, o pioneiro grupo de eletrônica Kraftwerk os convocou para remixar duas faixas de seu último CD, ´Aerodynamik` e ´La forme`, em registros que serão lançados em setembro.

Juliette & The Licks
Com dois discos no currículo (´You´re speaking my language`, de 2005 e ´Four on the floor`, lançado este ano), Juliette & The Licks é a banda da ex-atriz Juliette Lewis, conhecida por filmes como ´Cabo do Medo` e ´Assassinos por Natureza`. O grupo, cujas influências são o rock pesado dos anos 60 e 70, foi formado em 2003 por Juliette e mais quatro músicos de Nova York (Todd Morse, Kemble Walters, Jason Womack e Ed Davis). No último álbum, eles contaram com a participação de David Grohl, do Foo Fighters e ex-Nirvana. Vidrada em música desde criança, Juliette conta que formar uma banda sempre foi um de seus planos, como ela mesma explica: ´Eu fazia filmes há 15 anos e estava muito insatisfeita com o passar do tempo. A necessidade de fazer música estava ficando mais forte`.

Katia B
Atriz, bailarina, cantora e compositora, Katia Bronstein, ou Katia B, é muitas mulheres numa só. Não importando a área de atuação, essa neta de russos que cresceu nas rodas de samba, ouvindo bossa nova e o melhor da música brasileira, tem na música a sua paixão central. com uma longa carreira e três discos na praça. Katia é conhecida por produzir um som cuja química refinada vai além da mera mistura da MPB com música eletrônica.

Lindstrøm
Autor de remixes para bandas como Franz Ferdinand e LCD Soundsystem, Lindstrom vive em Oslo, onde produz música disco contemporânea que lança por seu próprio seu selo, Feedelity. Criado ao som de música country e western na cidadezinha de Stavanger, na Noruega, Lindstrom – né Hans Peter – costumava tocar piano em um coral gospel e teclado em uma banda-tributo ao Deep Purple e passou parte da juventude obcecado por Bob Dylan e música folk em geral. Ele só aprendeu a fazer dance music depois de adulto, quando passou a se interessar pelo gênero. Talvez por isso suas versões sejam tão inovadoras. Outro diferencial do artista é que ele toca todos os instrumentos nas músicas que produz. É provavelmente o principal nome de uma tendência da música eletrônica que a imprensa apelidou de ´space disco`.

MC Gringo
Era uma vez um jornalista alemão que se apaixonou pelo Brasil. Até aí, este seria o começo de mais uma história igual a tantas outras. Mas no caso de Bernhard Hendrik Hermann o conto tomou um rumo inesperado. Fascinado pelo funk carioca, Bernhard resolveu se mudar para o Rio de Janeiro, onde passou a usar a alcunha de MC Gringo. Hoje, ele é o único estrangeiro que canta freqüentemente nas favelas da cidade. Influenciado por artistas como Mr. Catra e Benito Di Paula, MC Gringo canta em alemão e português. Além de gravar com o próprio Mr. Catra, Gringo já produziu funks com MC Galo, MC Binho, MC Dandáo, MC Sargento e MC Bill, entre outros.

Montage
Montage é um duo de electropunk de Fortaleza. Daniel Peixoto (voz e visual) tem como referência bandas como Vive La Fête, Sex Pistols e Garbage. Já Leco Jucá (groovebox) é fã de Underworld e Daft Punk. ´Nosso som é pré alguma coisa, pós alguma coisa`, define, enigmático, Daniel.

Paulo Moura e Samba de Latada
Marcado pelo ritmo das tradicionais festas do interior nordestino, onde o chão é de terra batida e o povo não faz questão de distinguir o samba do forró, Paulo Moura e o Samba de Latada pretendem dar nova vida a uma vertente antiga – porém pouco conhecida – da música popular brasileira. À frente do trabalho estão a voz de Josildo Sá, uma das mais famosas do forró contemporâneo, e o já renomado clarinete de Moura. O projeto Samba de Latada surgiu originalmente no carnaval de 2006, quando Josildo convidou Paulo para participar de suas três apresentações em Recife. O show obteve tanto sucesso de público e crítica que a dupla conseguiu patrocínio do Governo de Pernambuco, do Funcultura e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) para produzir o CD, lançado pela Rob Digital.

Projeto Axial
Quem assistir ao show do Axial no TIM Festival pode se preparar para ser hipnotizado pela voz de Sandra Ximenez e o som produzido por computadores operados por pedaleiras, saxofones manipulados digitalmente em tempo real, pranchetas de desenho com captadores elétricos e outras traquitanas, responsáveis por criar a sonoridade autêntica e inédita desse grupo que, desde 2003, vem pesquisando o universo do som para criar suas esculturas musicais. Sua obra está registrada no álbum ´Senóide`.

SpankRock
Misturando gêneros como hip hop, party rap e electro, o SpankRock é formado pelo rapper Naeem Juwan (SpankRock), o produtor Alex Epton (Armani XXXChange), Christopher Rockswell e Ronnie Darko. Originário de Baltimore, o grupo começou a fazer sucesso na Filadélfia e logo foi convocado para abrir shows de M.I.A. e Beck, em 2006. De acordo com a definição irreverente do próprio grupo no site MySpace, o som do SpankRock é como ´garotas gordas numa banheira tomando champanhe depois de uma longa noite jogando nos caça-níqueis do Caesar´s Palace`.

The Killers
Uma boa forma de apresentar a banda The Killers é através dos números que a envolvem: juntos, os seus dois álbuns, ´Hot Fuss` (2004) e ´Sam´s Town` (2006), já ultrapassaram oito milhões de cópias vendidas.Natural de Las Vegas, a cidade-cassino de Nevada, o grupo carrega no seu DNA fortes influências da música dos anos 80 e também do britpop, mais notadamente do Oasis. Foi depois de assistir a um show da banda liderada pelos irmãos Gallagher que o tecladista e cantor Brandon Flowers decidiu ir à luta e formar a sua própria turma. Com apenas cinco anos de existência, The Killers coleciona prêmios e fãs em todo o globo, principalmente no Reino Unido e no resto da Europa. Estrelas de festivais na Europa e EUA e uma das bandas do novo rock que se tornou fenômeno mainstream, os Killers são responsáveis por um repertório capaz de mover multidões. Após algumas formações, hoje a banda é composta por Brandon Flowers (vocais, teclado e sintetizador), David Keuning (guitarra), Mark Stoermer (baixo), Ronnie Vannucci (bateria) e Ted Sablay (teclado e guitarra).

MToktok
Toktok foi fundado em 1993 num squat de Berlim por Fabian Feyerabendt, Bejamin Weiss (Nerk), Robert Stadler (Anton Waldt), Carsten Neubauer (C14) e Stefan Küchenmeister (Stevie), o DJ oficial. O primeiro lançamento do grupo teve uma prensagem de 500 discos, dos quais apenas quatro foram vendidos. Mas, aos poucos, a fama do grupo foi se espalhando e os convites para tocar em boates e festas se sucederam. O TIM Festival será o début musical do Toktok na América Latina.

Toni Platão
Toni Platão, ou Antonio Rogério Coimbra, ficou conhecido nos anos 80 como vocalista da banda carioca Hojerizah. Seu timbre de barítono foi a marca registrada da banda. Depois de sete anos de atividade com o grupo, em 1994 Platão seguiu carreira solo, lançando um disco homônimo com músicas próprias e de contemporâneos como Paulo Ricardo, Roberto Frejat, Leoni, Vinícius Cantuária, Herbert Vianna, Dulce Quental e Alvin L e ainda Chico Buarque.

Vanguart
O quinteto de Cuiabá (Mato Grosso) é formado por Helio Flanders (voz e violão), David Dafré (guitarra e voz), Reginaldo Lincoln (baixo e voz), Luiz Lazzaroto (teclados) e Douglas Godoy (bateria). Os rapazes acabam de lançar o seu primeiro CD, com 14 músicas, que saiu encartado na edição de agosto da revista Outracoisa, editada pelo roqueiro Lobão. A banda, cujo som tem toques de rock, bossa nova e folk-rock, representa bem a nova criatividade que fica cada vez mais visível nos mais diversos lugares do país graças em grande parte à internet.

´Winona` featuring Craig Armstrong and Scott Fraser
Nascido em 1959, o escocês Craig Armstrong é um dos compositores e arranjadores mais prestigiados de sua geração. Formado pela Royal Academy of Music de Londres, ele transita com facilidade entre a música orquestral contemporânea e a eletrônica, o que explica a diversidade de suas obras. Além de autor de peças para piano e de premiadas trilhas sonoras para o cinema – ´Romeo & Juliet`, ´Moulin Rouge`, ´Ray` e ´The Quiet American` são algumas delas -, ele já deixou sua assinatura em trabalhos com Madonna, U2, Björk e Massive Attack.



Fonte: Redação RioFesta em 23/10/2007


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