Notícia - Música eletrônica com percussão
Música eletrônica com percussão
Se a música eletrônica existe hoje, é graças a uma evolução da Disco ...
Se a música eletrônica existe hoje, é graças a uma evolução da Disco dos anos 70. O ritmo musical difundido com novos elementos deu margem às batidas mais aceleradas da e-music. Desde o principio, a música eletrônica foi alvo de invenções, novos instrumentos, novas texturas, novos elementos, novas idéias e assim surgiram as vertentes.
Essas "repagnações" da música eletrônica acontecem até hoje. A cada mês, o estilo musical ganha novidades, com mais estilos e mais seguidores. Quem não lembra, por exemplo, do sucesso da mistura de drum´n´bass com MPB?
Agora, o que está na moda é música eletrônica com percussão. Ao contrário do que alguns pensam, essa artimanha não é tão recente, duplas, como Leozinho e Paciornik já deram o que falar em grandes festivais brasileiros. Outro percussionista que anda em evidência é Paulo Campos, que há 07 anos trabalha com esse estilo.
Mas, o que mais chama atenção, é que a idéia pegou de tal forma, que casais apaixonados estão contratando DJ e percussionista para festas de casamento. Paulo Campos tem a agenda lotada até o final do ano. Em média, o instrumentista faz 08 shows por mês. Ele tocou, recentemente, no badalado casamento dos apresentadores Luciano Huck e Angélica.
Vira e mexe, um novo trabalho chama Paulo, que começou cedo na carreira musical. Aos 15 anos já tocava bateria, e com 17 se apaixonou pelo ritmo da percussão. Aos 20 anos ele vez uma viagem para Cuba onde ficou "maravilhado" pelo som dos tambores, e pelos rituais folclóricos do povo de lá.
Depois da viagem, a carreira como percussionista só deslanchou. Hoje em dia, um dos grandes parceiros de performance do artista é o DJ Felipe Venâncio. Juntos, eles já tocaram no Rock in Rio e no Free Jazz.
A percussão com música eletrônica rendeu mais frutos para Paulo Campos, um deles foi a criação da sua Agência de Músicos, que tem mais de 30 variações musicais. Para Paulo, a Agência "é um marco na produção musical e para os músicos, que têm a chance de se profissionalizar".
Diante das novidades, fizemos uma entrevista com Paulo, que falou sobre a sua paixão pela percussão, sobre música eletrônica, sobre o começo da sua história com as baquetas, e sobre percussão e DJ em festas de casamento. Confira!
Como você uniu as batidas da música eletrônica com as batidas da percussão? De onde surgiu essa idéia?
Tudo começou quando o Edson Cordeiro decidiu renovar o estilo dele, e mudar toda a sua banda. Ele começou a trabalhar com música eletrônica e percussão. A banda era ele e mais três pessoas, um na guitarra, outro no teclado, e o terceiro na percussão, no caso, eu. Em 1998, inaugurou uma casa com o nome de Chaos. Por lá, rolava a mistura de ritmos, idéia em ascensão na Europa, naquela época. Foi lá que eu toquei com o Felipe Venâncio, com o Buga, que são caras que sabem tocar com o acompanhamento de uma percussão. Depois disso, o negócio foi só crescendo. Hoje em dia, eu toco em casamentos, tenho evento fechado até o final do ano.
Sobre os casamentos, qual o perfil das pessoas que te procuram?
Não tem um perfil. Percussão e DJ em casamento está virando moda, é uma balada, é agitado, as pessoas gostam dessa performance interessante.
Quais são as suas maiores influências musicais?
Eu sofri influência musical folclórica da África e de Cuba, foi isso que me forneceu conhecimento sobre o meu instrumento, me deu a oportunidade de conhecer novos sons. Eu também sofri influência jazzística e clássica, que gerou em mim a capacidade para novos arranjos, além de repertório musical. Eu sou um estudioso de música, já passei de 8 a 10 horas por dia estudando percussão, criando novas metodologias. 98% dos percussionistas não lêem uma nota musical, mas eu leio.
Antes de tocar com determinado DJ, você costuma fazer um estudo sobre ele, para saber quais são as suas influências e saber o que ele costuma tocar?
Não, até porque eu já conheço a maioria dos DJs com que me apresento. Também, prefiro os DJs que tocam house. É claro que eu sempre procuro pedir uma permissão, uma parceria com o DJ, porque ele é a figura da noite. Eu e o Venâncio temos uma ótima parceria, ele me conhece bem, sabe tocar com percussão, conhece música e novas texturas.
O trabalho do percussionista é um trabalho de improvisação, certo?
Sim. O trabalho é todo baseado no improviso, são milésimos de segundo para você decidir a melhor batida. Todo o trabalho é inspirado no que o DJ está tocando. Mas, é claro que também existem trabalhos ensaiados.
Em qual lugar você mais gostou de tocar?
Em clube, gostei do Chaos e do Absoluto. Grandes festivais teve o Rock in Rio e o Free Jazz, nos dois eu toquei com o Felipe Venâncio.
Fonte: Pepsi--->Dance Total em 28/05/2005
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