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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010 / 16:33 hs
Notícia - "Teens" consagram Linkin Park em show no estádio do Morumbi

"Teens" consagram Linkin Park em show no estádio do Morumbi



Frio, tumulto e ingresso caro. Nada disso atrapalhou os 70 mil fãs, em sua maioria adolescentes acompanhados dos pais, que lotaram ontem o estádio do Morumbi (zona oeste de São Paulo) para assistir aos shows do Linkin Park e do Charlie Brown Jr. na noite "rock" do Chimera Music Festival.

A banda norte-americana Linkin Park, que somente com o primeiro CD vendeu mais de 14 milhões de cópias e é uma das maiores entre as chamadas de "nu metal", deu início a uma histeria coletiva com "Do not Stay". Depois dela seguiram os hits "Somewhere I Belong", "Breaking the Habit", "In the End" e "One Step Closer", que encerrou o show.

"Eles são a maior banda do mundo", disse Tiago da Costa, 19. "Tenho todos os CDs, DVDs, reportagens, fotos e tudo o que você imaginar", disse.

Com sete discos de platina nos EUA, um Grammy (e outras duas indicações) e elogios de revistas especializadas como a "Rolling Stone", a banda californiana mostrou que a fusão de metal, hip-hop e discotecagem deu certo. Nada de técnicas datadas, nada de solos intermináveis ou virtuosismo. O que eles mostram é pura energia. Isso é o que conta para os fãs.

Apesar de estar há dois anos em turnê, o Linkin Park não mostrou cansaço em momento algum. Foi firme e constante durante o pouco tempo em que esteve no palco --pouco mais de 1h15.

"Achei pouco. Assim mesmo valeu", afirmou Danilo Suarez Lupa, 22, acompanhado de mais seis amigos.

Palavrões

Como há muito não se via em shows ao ar livre na capital paulista, praticamente todos os refrões foram cantados em uníssono pela platéia na apresentação do Charlie Brown Jr., que abriu a noite, às 20h. Muitas músicas do repertório eram do último trabalho do grupo, "Acústico MTV" (2003).

Usando seu poder de comunicação --e abusando dos palavrões--, o vocalista Chorão aproveitou para dizer que vale a pena, sim, gastar R$ 100 para se divertir.

"Vamos esfregar na cara das pessoas nossa satisfação: olha, tá aqui!", disse, ovacionado pelo público jovem.

Carlos Siqueira, 44, que acompanhava sua filha de 13 anos, disse que não havia necessidade de tantos impropérios. "Acho que estão aproveitando para fazer cena", disse. "Já vi outras apresentações e o Chorão não abusou tanto assim."

Durante o show, alguns jovens e o próprio Chorão andaram de skate pelo palco. A cada manobra, ganhava aplausos.

O Charlie Brown Jr. aproveitou o curto show --50 minutos-- para gravar cenas para um DVD.

Desorganização

Antes de os portões serem abertos, houve tumulto nas filas que davam acesso à pista, no portão 3 do estádio. Sem grades de proteção, o empurra-empurra foi inevitável.

"Cheguei às 10h da manhã, mas não adiantou nada. Gente que chegou depois de mim furou fila e entrou antes", disse Dionísio Mendes, 14. "Mas tudo bem. Estou aqui para me divertir."



Fonte: Farol News--> MARCO ANTONIO JAYME em 02/07/2005


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