Notícia - Conhecido por seu trabalho com música eletrônica, DJ cria canções exclusivas para os telefones portáteis
Conhecido por seu trabalho com música eletrônica, DJ cria canções exclusivas para os telefones portáteis
O casamento da música digital e do celular é cada vez mais iminente. Hoje em dia, é normal ver celulares tocando melodias eletrônicas, na forma daqueles barulhinhos conhecidos como ringtones – os toques que os celulares fazem quando alguém te liga. Normalmente, o caminho mais comum é a adaptação de canções de sucesso, que são convertidas para o formato dos celulares. Como aconteceu com o Skank e a canção Vou Deixar, um dos ringtones mais baixados deste ano.
Mas o caminho inverso também existe, e há quem componha músicas exclusivamente para os celulares. Como o DJ Patife, mais conhecido por seu trabalho com a música eletrônica, em especial o drum'n bass. Ele fez duas músicas exclusivas para os celulares: Contra Mão e Inverso. As canções estão disponíveis apenas para os donos de celulares da operadora Claro, que patrocina a turnê Na Estrada, na qual o DJ viaja por várias capitais brasileiras.
“Acho fantástica a possibilidade de você ter sua música preferida tocando no celular”, conta. “É natural, até porque hoje tem muita gente andando com o celular. Acho que foi uma grande sacada”, comenta ele sobre o sucesso dos ringtones.
Segundo o DJ, o trabalho de compor as duas canções para os telefoninhos não foi muito diferente do que ele faria para uma música “normal”. “O processo foi praticamente o mesmo de outra canção. Usei um piano, umas vozes.” A maior diferença, explica, foi o tamanho das canções. “No celular, ficou uma música bem curtinha.”
Além disso, o DJ Patife reconhece que a qualidade dos ringtones ainda é muito inferior à de uma música convencional. “Os celulares não têm um bom alto-falante. A qualidade é bem baixa.” Mas isso não desanima o DJ a criar mais músicas para os telefoninhos. “Penso em compor mais músicas para os celulares.”
Segundo ele, daqui para a frente vai ser cada vez mais comum ver artistas direcionando seus trabalhos para os aparelhinhos. “Vai ter gente que só vai fazer música para celular. Daqui a pouco você vai poder até trocar música pelos telefones”, profetiza.
NO ÔNIBUS
Enquanto esse futuro onde a música correrá solta pelos celulares não chega, o DJ Patife recorre aos computadores para editar canções para os CDs convencionais. Atualmente, ele está trabalhando no seu novo disco, que será lançado em março do ano que vem, e contará com as participações de artistas como Max Viana, Trio Mocotó e Cleveland Watkins, distribuídas em mais de dez faixas. “É um pouco diferente, será um disco mais para ouvir em casa do que na pista.”
As composições são feitas num PowerBook G4 Titanium, de 800 MHz. Além do laptop, ele usa um disco rígido externo – onde ficam armazenados os trechos que serão transformados em canções – e uma placa de som especial, para dar mais velocidade ao trabalho. E, claro, um bom fone de ouvido.
Até porque o trabalho de edição é feito quando está viajando entre as cidades onde vai se apresentar. “Ter esse tempo tranqüilo no ônibus ou no hotel é muito bom, dá uma sonoridade diferente.” Não é à toa que o próximo disco vai receber o previsível nome de Na Estrada.
Fonte: Pedro Marques em 10/07/2005
|