Notícia - Carl Cox fala com exclusividade à TV UOL sobre apresentações no Brasil
Carl Cox fala com exclusividade à TV UOL sobre apresentações no Brasil
Considerado "o maior DJ do mundo", Carl Cox está de volta ao Brasil para apresentações em São Paulo (dias 5 e 8) e em Curitiba (no dia 7).
Em entrevista exclusiva à TV UOL, o DJ e produtor falou sobre seus shows no país, sua relação com DJs brasileiros, sobre música, e até arriscou algumas palavras em português.
O QUE VAI ROLAR NO BRASIL?
Trouxe uns discos bons de tecno, funky-house e coisas minhas. Vou tocar coisas que apresento em apresentações que faço em qualquer outro lugar do mundo. A América Latina está no meu roteiro internacional, é o que faço, é como me mantenho. Espero que as pessoas percebam o quão feliz eu sou pelas músicas que eu toco.
DJs BRASILEIROS
Tudo começou no ano passado, quando toquei aqui, no Rio, Búzios e Maresias --foi onde conheci o Renato e o Anderson Noise. O Anderson pra mim é um DJ superprofissional, o Renato também. O Renato também estava produzindo discos para o selo do Anderson, Noise Music. Eu fiquei muito impressionado com a qualidade do que ouvi. E quando escutei "Pontapé" (de Renato Cohen), pensei: "Preciso lançar esse disco pelo meu selo, pois vai ser um sucesso internacional --e tem sido". E tenho ainda outros projetos para lançar com o Renato.
O Renato tem ficado na Europa e está muito famoso atualmente por lá. Ele tocou pra mim, na minha festa de aniversário, e representou o Brasil em Ibiza, o que foi fenomenal.
CARNAVAL NO RIO EM 2002
Foi ótimo! Estava muito quente!
Eram seis mil pessoas num galpão. Adorei o jeito como as pessoas reagiram à minha música e perceber que elas estavam mesmo querendo me ver. E este ano, as expectativas são muito mais altas! Eu já toquei no Chile, na Argentina, na Venezuela, Colômbia. Para mim, a América Latina é um lugar onde tenho de voltar todos os anos. Para mim é tão importante quanto Ibiza.
QUANTOS CDs VIAJAM COM VOCÊ?
Viajo com duas caixas com cerca de 60 CDs cada. Eu uso um CDJ player Pioneer (equipamento que permite fazer edições de faixas na hora), que eu uso como uma picape, para fazer mixagens. Os CDs têm faixas exclusivas de pessoas de todo o mundo. Assim, numa sessão, eu consigo tocar até dez horas, direto, sem nunca repetir um mesmo disco.
QUANTOS CDs VOCÊ TEM EM CASA?
Tenho cerca de 100 mil discos. São tantos que não estão nem na minha casa. É um monte de discos! Coleciono desde 1967, quando eu era pequeno. Sete polegadas, dezoito polegadas, álbuns, doze polegadas, mais doze polegadas! Tem dance music, country, western, funk, soul, hip-hop, discos dos primórdios da house, discoteca... tudo!
É um laboratório de música:
Todos os meus discos estão em armários, organizados cronologicamente, num galpão. Se você quiser ouvir música dos anos 60, 70, 80, 90, está tudo lá.
O QUE VOCÊ USA PARA TOCAR?
Uso dois CDJs e duas picapes. Na verdade é como tocar com quatro picapes! Depois, você ainda pode editar os elementos das faixas, fazer loops e samples. O CDJ permite explorar mais a criatividade, se você quiser. Acho que dois CDJs e duas picapes são mais do que suficientes para qualquer um.
DISCO NOVO
O disco (que será lançado em junho de 2004) traz como convidados Roni Size, DJ Krust, Christian Smith, Josh Wink, Saffron, que era do Republica, além de alguns artistas convidados nos vocais. Uma delas é uma garota chamada Hannah, que canta "Gimme Your Love", que é uma composição house. Tem também o Ali Tennant, que faz vocais. Acho que é bom para as pessoas verem que estou fazendo um "álbum", não apenas um disco para tocar nas pistas. Composições que representam bem a minha inquietação musical, após tantos anos trabalhando com isso. É inspirado no drum'n'bass, house, tecno, música eletrônica. Acho que as pessoas vão ficar surpresas com a diversidade musical que o disco apresenta.
ANDERSON NOISE E MAU MAU
Depoimento dos DJs que vão abrir e fechar as apresentações de Carl Cox em São Paulo
Fonte: TV UOL em 10/12/2005
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